
Marcão e Mari completaram 13 anos de casados.
Neste tempo todo, o marido nunca deu muita importância à mulher,
e sempre trocou sua casa, sua família, pela companhia dos amigos.
Meses atrás, num fim de tarde chuvoso, com os parceiros envolvidos
em outros assuntos, Marcão saiu do emprego e foi direto para casa.
Entrou no quarto e deu de cara com a Mari, totalmente nua,
prostrada na cama, com respiração ofegante, e não se conteve.
– O que houve, amor?
– Está passando bem?
– emendou o Marcão, cara de preocupado,
apesar de não dirigir a palavra à mulher fazia um tempão.
– Acho que é um ataque do coração!
– respondeu a mulher.
Ao ouvir a declaração, Marcão fez o que todos costumam fazer
nessas horas de aperto: correu ao telefone para chamar um médico.
Quando começou a discar o número, Douglinhas, cinco anos,
chegou perto do pai e deu um aviso.
– Pai, tem um homem pelado no banheiro!
– anunciou a criança.
Marcão, curioso, largou o telefone, foi até o banheiro, abriu a porta
e deu de cara com o Alfinete, seu melhor amigo no prédio.
E, indignado, não perdeu tempo.
– Pelo amor de Deus, Alfinete!
A Mari enfartando e você aqui, no banheiro, assustando a criança!
– reclamou.